MPB, uma perda

Morreu Guilherme Araújo, produtor musical, criador de grandes

eventos e shows musicais. Lançou nomes como Maria Bethania, Caetano Veloso, Gal Costa e Gilberto Gil.

Marcou uma época e ao que parece morreu no ostracismo. Doou seu casarão para uma ONG e transformou num museu. Parece que guardava mágoas diversas com seus pupilos como podemos ver nessa entrevista no Estadão

Normal, é o Brasil.

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Procura-se o perplexo

Lançada a campanha: Procura-se o perplexo. Se quizer tentar, comece por AQUI. Boa Sorte e Feliz Ano Nôvo. Fui

Imagens de Mongaguá

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Nossos sinceros agradecimentos à todos os amigos que comentaram sobre nossos Trinta anos! de casamento no dia de ontem 04/12/2006.

Em meu nome, da Aninha e de nossos filhos ficamos muito gratos pelas demonstrações de carinho que recebemos.

PS: e já estamos nos preparando para comemorar os sessenta anos de união e estão todos convidados, tá?

Inclusão digital

Acabei de ler este post lá no Biajoni e pela importância resolví trazer para cá:
terça-feira, 28 de novembro de 2006

dedada

(Minha coluna de hoje no TodoDia)

Chegaram o Brasil ontem os primeiros 50 computadores do Programa “Um Computador por Aluno”, parceria do Governo Federal com a ONG Americana “One Laptop per Child”, ligada ao Instituto de Tecnologia de Massachussets, talvez o mais importante do mundo. Como diz o programa e o nome da ONG, a idéia é que todos os alunos de países, ãhn, “menos favorecidos” possam ter seu próprio laptop para utilizar em classe e levar para casa, provocando a inclusão digital de toda família. Para que a ONG possa disponibilizar esses computadores por apenas 100 dólares cada, é necessário que o Brasil, junto com outros países (Argentina, Nigéria, Líbia e Tailândia integram o programa) façam um pedido de cinco milhões de unidades. Estamos longe dessa realidade, mas a parceria do Governo Lula é um primeiro passo. Esses 50 computadores que chegaram ontem servirão apenas para testes, mais mil unidades devem chegar no início do ano que vem. Só espero que não façam o teste ligando conexões de internet superpoderosas de servidores próprios do Itamaraty. O Governo deve testar esses laptops em conexões discadas, de preferência analógicas, que é o que a maioria dos bairros de periferia tem para se conectar ao “mundo globalizado”. Já que todos estão pensando em “computadores para alunos” é bom que comecem a pensar em “conexões para escolas”, já que a grande maioria das escolas do País não contam com conexões rápidas – algumas delas sequer contam com linhas telefônicas convencionais.

Para falar a verdade, acho que o problema nem é tanto “o computador”, mas sim “a conexão”. Depois de três grandes ondas, a internet mundial, neste momento, simplesmente desconsidera o internauta conectado via linha telefônica. É impossível fazer as coisas básicas da internet com uma conexão discada. Não se pode abrir páginas em flash, não dá para baixar arquivos em .pdf, livros, filmes, música. Não dá pra conversar de maneira decente em um desses programas tipo msn-messenger – portanto, não dá para fazer “trabalhos em grupo”. A chamada “inclusão digital” (dedada) deveria começar com uma conversa séria com os provedores, especialmente os “via cabo”, que operam também com canais de TV. Essas empresas operam com concessões federais e devem oferecem uma contraparte social; deviam ser obrigadas, por exemplo, a conectar todas as escolas públicas das cidades onde atendem. Isso seria um mínimo de benefício, já que as empresas exploram comercialmente os cabos como qualquer outra empresa privada, visando o lucro, estabelecendo estratégias de mais-valia que, observam alguns, acabam ampliando ainda mais a erosão digital.

Entrevistado por Flávia Tavares e Mônica Manir, do Estadão, Silvio Meira (blog.meira.com), professor da Universidade Federal de Pernambuco, disse uma frase interessante que devia nortear os programas de inclusão digital no País: “Se o cara não tem o que comer, acham que não precisa de internet. Pois eu digo que ele talvez não tenha o que comer justamente porque não tem internet”. É verdade: em uma entrevista de emprego, entre dois candidatos com a mesma qualificação, é selecionado o que tem mais intimidade com o mundo virtual, com programas e processos.

Sem contar que muita coisa se pode fazer pela internet hoje, sem custo, que onera o bolso do cidadão no mundo real. Ler livros para o vestibular, por exemplo. Ou entregar as declarações de imposto de renda. O prazo para entregar a declaração de isento se encerra depois de amanhã, dia 30. Eu fiz a minha pela internet (receita.fazenda.gov.br), sem custo. Quem não tem internet, vai pagar uma taxinha nos correios. Fiz a declaração numa lan-house. Moro em bairro periférico, também sou um desconectado.

Se você que me lê acha exagero dar todo esse, ãhn, “valor” à internet, desculpe, mas você está à margem da margem de uma sociedade de marginais. Em menos de cinco anos teremos programas inteiros de TV sendo exibidos – e produzidos – na internet. Mudaremos totalmente nossa maneira de nos relacionarmos uns com os outros por conta de hiperconexões. Celulares, aparelhos de tv, utilitários domésticos, computadores de bordo em automóveis, tudo está conectado à grande rede. Talvez cinco anos seja muito pouco tempo para que você se atualize tecnologicamente. Se você estiver por fora, certamente estará fora.

Sim, eu mesmo, lá pelas 10:10. Sobre Na real

E aqui, no Infinito Positivo o Ery Roberto tem algo importante a dizer sobre o mesmo assunto, vamos lá?

A pista

livrosafins1.jpg Para quem não conhece este é o lay-out do Livros&Afins(Criado pela Meiroca, coisa fina não?

Dando pistas:

Agora que as visitas vão começar a chegar, é chegada a hora de manter o bangalô sempre arrumadinho.

Como tenho ainda poucos amigos sabendo do novo endereço, vou avisando devagarinho, na calma e um a um êles vão chegando.

Então, prá não perder o costume vou fazer meu comercial. Lá no LIVROS&AFINS falo hoje sobre os cinquenta anos de publicação do livro Grande Sertão Veredas de Guimarães Rosa. Prá quem curte uma literatura de bom nível, recomendo.

E no PERPLEXOINSIDE tem Pablo Neruda e uma viagem imaginária minha pela cidadezinha uruguaia de Valparaíso, onde Neruda viveu momentos de intensa felicidade com sua amante à época(e depois esposa) Matilde Urrutia, tudo culpa da notícia da morte de Philipe Noiret que interpretou Neruda no cinema, no filme de Michael Radfort, “O Carteiro e o Poeta”.

Depois de feito o comercial, só me resta agradecer às visitas. Tá cedo ainda, já vão? Podiam ficar para o almoço. Não dá? Pena. Voltem outras vezes. Abraço

1959_louisarmstrong.jpg Bom, para um teste acho que está bom demais.

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