Arquivo para Novembro, 2006

Inclusão digital

Acabei de ler este post lá no Biajoni e pela importância resolví trazer para cá:
terça-feira, 28 de novembro de 2006

dedada

(Minha coluna de hoje no TodoDia)

Chegaram o Brasil ontem os primeiros 50 computadores do Programa “Um Computador por Aluno”, parceria do Governo Federal com a ONG Americana “One Laptop per Child”, ligada ao Instituto de Tecnologia de Massachussets, talvez o mais importante do mundo. Como diz o programa e o nome da ONG, a idéia é que todos os alunos de países, ãhn, “menos favorecidos” possam ter seu próprio laptop para utilizar em classe e levar para casa, provocando a inclusão digital de toda família. Para que a ONG possa disponibilizar esses computadores por apenas 100 dólares cada, é necessário que o Brasil, junto com outros países (Argentina, Nigéria, Líbia e Tailândia integram o programa) façam um pedido de cinco milhões de unidades. Estamos longe dessa realidade, mas a parceria do Governo Lula é um primeiro passo. Esses 50 computadores que chegaram ontem servirão apenas para testes, mais mil unidades devem chegar no início do ano que vem. Só espero que não façam o teste ligando conexões de internet superpoderosas de servidores próprios do Itamaraty. O Governo deve testar esses laptops em conexões discadas, de preferência analógicas, que é o que a maioria dos bairros de periferia tem para se conectar ao “mundo globalizado”. Já que todos estão pensando em “computadores para alunos” é bom que comecem a pensar em “conexões para escolas”, já que a grande maioria das escolas do País não contam com conexões rápidas – algumas delas sequer contam com linhas telefônicas convencionais.

Para falar a verdade, acho que o problema nem é tanto “o computador”, mas sim “a conexão”. Depois de três grandes ondas, a internet mundial, neste momento, simplesmente desconsidera o internauta conectado via linha telefônica. É impossível fazer as coisas básicas da internet com uma conexão discada. Não se pode abrir páginas em flash, não dá para baixar arquivos em .pdf, livros, filmes, música. Não dá pra conversar de maneira decente em um desses programas tipo msn-messenger – portanto, não dá para fazer “trabalhos em grupo”. A chamada “inclusão digital” (dedada) deveria começar com uma conversa séria com os provedores, especialmente os “via cabo”, que operam também com canais de TV. Essas empresas operam com concessões federais e devem oferecem uma contraparte social; deviam ser obrigadas, por exemplo, a conectar todas as escolas públicas das cidades onde atendem. Isso seria um mínimo de benefício, já que as empresas exploram comercialmente os cabos como qualquer outra empresa privada, visando o lucro, estabelecendo estratégias de mais-valia que, observam alguns, acabam ampliando ainda mais a erosão digital.

Entrevistado por Flávia Tavares e Mônica Manir, do Estadão, Silvio Meira (blog.meira.com), professor da Universidade Federal de Pernambuco, disse uma frase interessante que devia nortear os programas de inclusão digital no País: “Se o cara não tem o que comer, acham que não precisa de internet. Pois eu digo que ele talvez não tenha o que comer justamente porque não tem internet”. É verdade: em uma entrevista de emprego, entre dois candidatos com a mesma qualificação, é selecionado o que tem mais intimidade com o mundo virtual, com programas e processos.

Sem contar que muita coisa se pode fazer pela internet hoje, sem custo, que onera o bolso do cidadão no mundo real. Ler livros para o vestibular, por exemplo. Ou entregar as declarações de imposto de renda. O prazo para entregar a declaração de isento se encerra depois de amanhã, dia 30. Eu fiz a minha pela internet (receita.fazenda.gov.br), sem custo. Quem não tem internet, vai pagar uma taxinha nos correios. Fiz a declaração numa lan-house. Moro em bairro periférico, também sou um desconectado.

Se você que me lê acha exagero dar todo esse, ãhn, “valor” à internet, desculpe, mas você está à margem da margem de uma sociedade de marginais. Em menos de cinco anos teremos programas inteiros de TV sendo exibidos – e produzidos – na internet. Mudaremos totalmente nossa maneira de nos relacionarmos uns com os outros por conta de hiperconexões. Celulares, aparelhos de tv, utilitários domésticos, computadores de bordo em automóveis, tudo está conectado à grande rede. Talvez cinco anos seja muito pouco tempo para que você se atualize tecnologicamente. Se você estiver por fora, certamente estará fora.

Sim, eu mesmo, lá pelas 10:10. Sobre Na real

E aqui, no Infinito Positivo o Ery Roberto tem algo importante a dizer sobre o mesmo assunto, vamos lá?

A pista

livrosafins1.jpg Para quem não conhece este é o lay-out do Livros&Afins(Criado pela Meiroca, coisa fina não?

Dando pistas:

Agora que as visitas vão começar a chegar, é chegada a hora de manter o bangalô sempre arrumadinho.

Como tenho ainda poucos amigos sabendo do novo endereço, vou avisando devagarinho, na calma e um a um êles vão chegando.

Então, prá não perder o costume vou fazer meu comercial. Lá no LIVROS&AFINS falo hoje sobre os cinquenta anos de publicação do livro Grande Sertão Veredas de Guimarães Rosa. Prá quem curte uma literatura de bom nível, recomendo.

E no PERPLEXOINSIDE tem Pablo Neruda e uma viagem imaginária minha pela cidadezinha uruguaia de Valparaíso, onde Neruda viveu momentos de intensa felicidade com sua amante à época(e depois esposa) Matilde Urrutia, tudo culpa da notícia da morte de Philipe Noiret que interpretou Neruda no cinema, no filme de Michael Radfort, “O Carteiro e o Poeta”.

Depois de feito o comercial, só me resta agradecer às visitas. Tá cedo ainda, já vão? Podiam ficar para o almoço. Não dá? Pena. Voltem outras vezes. Abraço

1959_louisarmstrong.jpg Bom, para um teste acho que está bom demais.

Testando, tentando e xingando(muito)

Como estou estreando por aqui, tudo está meio estranho ainda. Não conheço todos os recursos disponíveis e nem sei usar direito todos os “apetrechos” que o wordpress me proporciona.

Sei que com o tempo vou me adaptar e conseguir o que quero. No momento estou me limitando aos poucos palavrões que ouso soltar quando a Aninha não está por perto.

Por exemplo: fiz algumas modificações na barra lateral, onde quero que apareçam os links, calendário, coments, etc. Tudo muito bem, tudo muito bom. Só que tem horas que aparecem todos certinhos no exatoi lugar onde os coloquei. De um momento para o outro, clico, abro o meu blog e o que encontro? A barra lateral totalmente vazia.

Outra coisa: não consigo publicar imagens. Já tentei daqui, dali e nada. Acabei por abandonar a idéia por enquanto.

Mas podem continuar me visitando. Prometo que tudo tudo vai dar pé.

Lá no PERPLEXO(aquele, do blogspot) falo sobre Pablo Neruda e minhas viagens imaginárias.

Estrear casa nova é fogo. Ainda não conhecemos a vizinhança direito, as vias de acesso são uma incógnita, sempre.

A ansiedade toma conta, queremos logo contar aos amigos. Por outro lado, fica sempre aquele receio: e se eles não gostarem? afinal já estavam acostumados.

E depois, tem sempre aquela coisa: mudança é mudança, fica tudo bagunçado, a gente não encontra o que procura. Mas vamos dar tempo ao tempo. Afinal, pressa prá quê?

Inaugurando casa nova

Humm, isto aqui está cheirando à casa nova. Tudo limpinho, fresco e arejado. Casa nova é tão bom.

Bom, espero que seja uma convivência longa e duradoura. Quero trazer toda minha bagagem, livros, discos e os sentimentos que estão alí no http://perplexoinside.blogspot.com para cá e ser bem feliz por aqui.

Daqui há pouco começo a fazer propaganda do novo endereço. Por enquanto estou apenas testando e aprendendo a usar meu brinquedo novo.

Essa web é duca, mesmo.

Hello world!

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